INIMIGO PÚBLICO N°: 1 - INSTINTO DE MORTE (MESRINE: L'INSTINCT DE MORT) - 2008Diretor: Jean-François Richet
Elenco: Vincent Cassel, Gérard Depardieu, Cécile de France, Roy Dupuis, Elena Anaya, Ludivine Sagnier, Gilles Lellouche.
Abrindo o festival "Panorama do Cinema Francês 2009", que termina dia 25 de Junho em São Paulo e Rio de Janeiro, o filme Inimigo Público N°: 1 - Instinto de Morte é a primeira parte da história real do criminoso francês Jacques Mesrine e foi vencedor de três prêmios César, o Oscar da França, nas categorias de Melhor Ator (Vincent Cassel), Melhor Diretor (Jean-François Richet, mesmo do filme Assalto à 13ª DP, remake do longa-metragem do John Carpenter, de 1976) e Melhor Som. Concebido como um filme só, de duas partes, esse primeiro segmento conta a história de Mesrine, desde a sua saída do exército até se transformar no inimigo público número um da França, seguido fielmente por sua namorada Jeanne Schneider, apelidados até de Bonnie e Clyde franceses. A violência sempre esteve presente na vida de Mesrine, até mesmo durante a época em que era soldado, na Guerra da Argélia de 1959, onde, para cumprir seu dever, tinha que matar friamente diversos prisioneiros. Mesrine, após seu retorno a sua terra natal, passou a ser atraído pelo crime, passou a criar um instinto de morte, a ter atitudes suicidas e não ter limites quanto à ilicitude. Tudo isso por seu comportamento agressivo aliado às experiências traumáticas nas forças armadas.
O roteiro do filme, escrito pelo próprio diretor em conjunto com Abdel Raouf Dafri, adaptado a partir do livro escrito pelo próprio Jacques Mesrine, é muito competente, mostrando fatos verdadeiros da vida do criminoso, como os roubos cometidos (Roubou dois bancos em um mesmo dia, juntamente com seu parceiro Jean-Paul Mercier), o sequestro de um milionário, suas visitas à prisão, dentre outros. O diretor utiliza diversos recursos para contar a história, como elipses temporais muito bem empregadas, técnicas de split-screen (O início do filme me lembrou bastante o clássico O Homem que odiava as mulheres, de Richard Fleischer, através de pequenos quadros espalhados pela tela, mostrando diversos ângulos do cenário e personagens, ao mesmo tempo), auxílio de espelhos para criar cenas visualmente interessantes e cenas em preto e branco, ou seja, Jean-François Richet agiu como um verdadeiro mestre nas câmeras e realmente mereceu seu prêmio no César Awards.
Todo o desenrolar da trama acontece na França, Canadá e Espanha, durante as viagens de Mesrine e seu envolvimento, pouco a pouco, com a criminalidade. No caminho conhece diversas mulheres, mostrando o caráter conquistador do anti-herói, seja com prostitutas, garotas certinhas como Sofia (Elena Anaya) ou criminosas como Jeanne (Cécile de France, belíssima) e Sylvie (Ludivine Sagnier). Outros parceiros do crime também aparecem, como o mafioso Guido (Gérard Depardieu), chefe e amigo de Mesrine, Paul (Gilles Lellouche) e o agitado Jean-Paul Mercier (Roy Dupuis). A trilha sonora, composta por Marcus Trumpp e Marco Beltrami, é muito interessante, realçando o teor de suspense em determinados momentos do longa. Anteriormente, Howard Shore estava cotado para compor, mas foi substituído por Trumpp e Beltrami.
Em termos de atuação, o destaque, claro, é de Vincent Cassel, em uma bela interpretação, fazendo com que ganhasse 20 quilos para o papel, onde realmente notamos sua entrega total ao personagem. Mesrine era um homem que queria constituir família e viver honestamente, mas seu destino era ser conhecido, não honestamente, mas através da ilicitude, aumentando ainda mais seu instinto mortal, já que topava tudo e era dono de um comportamento imprevisível, desafiando policiais e arriscando perder sua vida a cada dia que passava. Isso garantia o seu status de celebridade e podemos notar isso com outros malfeitores reais mundo afora, como Charles Manson e diversos outros, além de criar fanáticos pelo mundo. Coadjuvantes de luxo, como Depardieu e Cécile de France, também estão ótimos. Além de homenagens à The Boston Strangler, também claramente pode notar algo de Bonnie & Clyde: Uma Rajada de Balas, como citado no primeiro parágrafo, como a perseguição da polícia à Mesrine e Jeanne.
Inimigo Público N°: 1 - Instinto de Morte confirma o talento do diretor Jean-François Richet para comandar filmes policiais, com cenas de ação muito bem coreografadas e uma bela produção para um filme feito para a TV francesa. Com estréia prevista para 03 de Julho nos cinemas brasileiros, merece uma conferida. A segunda parte ainda nem tem estréia no Brasil (A não ser que queira optar por meios alternativos), no entanto, atrapalhando a continuidade da trama. Porém, seria uma injustiça tremenda, convenhamos, deixar de assisti-lo, se tiver oportunidade de ver no cinema.
O roteiro do filme, escrito pelo próprio diretor em conjunto com Abdel Raouf Dafri, adaptado a partir do livro escrito pelo próprio Jacques Mesrine, é muito competente, mostrando fatos verdadeiros da vida do criminoso, como os roubos cometidos (Roubou dois bancos em um mesmo dia, juntamente com seu parceiro Jean-Paul Mercier), o sequestro de um milionário, suas visitas à prisão, dentre outros. O diretor utiliza diversos recursos para contar a história, como elipses temporais muito bem empregadas, técnicas de split-screen (O início do filme me lembrou bastante o clássico O Homem que odiava as mulheres, de Richard Fleischer, através de pequenos quadros espalhados pela tela, mostrando diversos ângulos do cenário e personagens, ao mesmo tempo), auxílio de espelhos para criar cenas visualmente interessantes e cenas em preto e branco, ou seja, Jean-François Richet agiu como um verdadeiro mestre nas câmeras e realmente mereceu seu prêmio no César Awards.
Todo o desenrolar da trama acontece na França, Canadá e Espanha, durante as viagens de Mesrine e seu envolvimento, pouco a pouco, com a criminalidade. No caminho conhece diversas mulheres, mostrando o caráter conquistador do anti-herói, seja com prostitutas, garotas certinhas como Sofia (Elena Anaya) ou criminosas como Jeanne (Cécile de France, belíssima) e Sylvie (Ludivine Sagnier). Outros parceiros do crime também aparecem, como o mafioso Guido (Gérard Depardieu), chefe e amigo de Mesrine, Paul (Gilles Lellouche) e o agitado Jean-Paul Mercier (Roy Dupuis). A trilha sonora, composta por Marcus Trumpp e Marco Beltrami, é muito interessante, realçando o teor de suspense em determinados momentos do longa. Anteriormente, Howard Shore estava cotado para compor, mas foi substituído por Trumpp e Beltrami.Em termos de atuação, o destaque, claro, é de Vincent Cassel, em uma bela interpretação, fazendo com que ganhasse 20 quilos para o papel, onde realmente notamos sua entrega total ao personagem. Mesrine era um homem que queria constituir família e viver honestamente, mas seu destino era ser conhecido, não honestamente, mas através da ilicitude, aumentando ainda mais seu instinto mortal, já que topava tudo e era dono de um comportamento imprevisível, desafiando policiais e arriscando perder sua vida a cada dia que passava. Isso garantia o seu status de celebridade e podemos notar isso com outros malfeitores reais mundo afora, como Charles Manson e diversos outros, além de criar fanáticos pelo mundo. Coadjuvantes de luxo, como Depardieu e Cécile de France, também estão ótimos. Além de homenagens à The Boston Strangler, também claramente pode notar algo de Bonnie & Clyde: Uma Rajada de Balas, como citado no primeiro parágrafo, como a perseguição da polícia à Mesrine e Jeanne.
Inimigo Público N°: 1 - Instinto de Morte confirma o talento do diretor Jean-François Richet para comandar filmes policiais, com cenas de ação muito bem coreografadas e uma bela produção para um filme feito para a TV francesa. Com estréia prevista para 03 de Julho nos cinemas brasileiros, merece uma conferida. A segunda parte ainda nem tem estréia no Brasil (A não ser que queira optar por meios alternativos), no entanto, atrapalhando a continuidade da trama. Porém, seria uma injustiça tremenda, convenhamos, deixar de assisti-lo, se tiver oportunidade de ver no cinema.
Nota: 8.5/10.0



5 comentários:
Adoro filmes policiais. Se tiver a chance de conferir este longa francês, o farei.
Ouvi falar nesse filme recentemente e fiquei curioso para conferi-lo após as vitórias no Cesar. Gosto de "Assalto à 13ª DP" e todo o elenco parece estar num ótimo momento.
Esse parece ser muito bom!
Não me parece tão bom!
Também gostei muito desse filme! Cassel mandou legal, como você bem disse.
Abs!
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